Albufeira, setembro de 2026
Albufeira em setembro.
O melhor mês aqui, e nem sequer é renhido. O mar está no ponto mais quente do ano, a multidão de agosto vai-se embora nos primeiros dez dias, e a luz da última hora do dia é a razão pela qual os fotógrafos vêm no outono e não no verão.
Escrito a 5 de setembro de 2026 e válido para este mês. Para o ano escrevo outro em vez de editar este em silêncio, porque uma página sobre setembro que foi atualizada às escondidas é uma página em cuja data não se pode confiar.
O tempo, com franqueza
As máximas andam pelos vinte e muitos na maior parte do mês, e descem uns dois graus na última semana. As noites são bem mais frescas do que em agosto — a partir de meados do mês apetece uma camisola depois do pôr do sol, e num tuk tuk aberto apetece mais cedo do que isso.
Chuva é possível a partir da última semana e rara antes disso. Se lhe calhar um dia cinzento, é o dia de ir ao interior e não o dia de dar por perdido.
O mar, que é a verdadeira razão para vir agora
Setembro tem a água mais quente do ano por aqui — mais quente do que julho, porque o Atlântico anda uns dois meses atrasado em relação ao ar. Para a maioria das pessoas dá para nadar até outubro.
A outra coisa de setembro: a vigilância de verão sai das praias mais pequenas lá para o fim do mês. Nas enseadas sem café e sem nadador-salvador, isso muda o que é sensato fazer com crianças.
Quando a multidão vai mesmo embora
A mudança é abrupta e acontece nos primeiros dez dias, quando as escolas do norte da Europa reabrem. Antes do dia 10 é agosto para todos os efeitos práticos: parques cheios a meio da manhã e espera para uma mesa.
A partir do dia 12 as enseadas voltam a estar sossegadas numa manhã de semana, e os Arrifes e o Castelo — os dois com os parques de terra minúsculos — passam a ser genuinamente agradáveis em vez de uma competição.
- 1 a 10 de setembro: ainda cheio. Reserve com dois ou três dias qualquer coisa com hora marcada.
- A partir de 12 de setembro: as manhãs de semana estão sossegadas. No próprio dia costuma dar.
- Os fins de semana ficam mais cheios o mês todo, porque as famílias portuguesas vêm à costa.
O pôr do sol, e porque é que a hora anda sempre a mudar
É o mês em que a tarde muda mais depressa. O sol põe-se por volta das 20h10 no início de setembro e mais perto das 19h30 no dia 30 — quarenta minutos de diferença em quatro semanas.
Isto interessa se for reservar alguma coisa acertada com essa hora. A Hora do Pôr do Sol encontra-se cada vez mais cedo à medida que o mês avança, e a hora está na sua confirmação em vez de ser sempre às sete. Veja essa e não presuma, porque em finais de setembro as sete são meia hora cedo demais e passa-as à espera.
O que fecha, e quando
O fim de setembro é quando a época abranda de forma visível. As concessões das enseadas mais pequenas começam a recolher espreguiçadeiras, alguns restaurantes de época fecham para o inverno, e o autocarro GIRO passa do horário de verão para o de inverno — mais ou menos uma hora mais cedo à noite.
A própria Hora do Pôr do Sol sai de venda no fim do mês, porque a partir de outubro o sol já se pôs antes de sairmos. É um fim de época a sério e não de marketing.
O que eu faria mesmo este mês
Ia ao interior em qualquer dia que não estivesse perfeito para praia — Paderne e Alte estão melhores em setembro do que em agosto, porque se sobe o caminho do castelo sem cozer e o vale começou a ficar verde.
Fazia as enseadas numa manhã de semana depois do dia 12. E fazia tudo o que envolvesse a luz da última hora e meia do dia, que em setembro é o melhor que há por aqui.